Brasília, 23/10/2013 - Com o tema “Defesa e Desenvolvimento no governo
Dilma Rousseff”, o ministro da Defesa, Celso Amorim, proferiu, nesta
quarta-feira (23), palestra de encerramento do Curso Superior de Política
Estratégica (CSUPE). Essa é a terceira edição do curso, realizado pelo Campus
Brasília, da Escola Superior de Guerra (ESG). O CSUPE está formando 40 civis e
10 militares, de 31 órgãos e instituições da Administração Federal e do governo
do Distrito Federal.
Em seu discurso, o ministro ressaltou que a
realização anual do CSUPE contribui para a formação de civis especializados na
área, diretriz prioritária da Estratégia Nacional de Defesa (END).
Amorim
também destacou que, no Brasil, a última década foi marcada por uma vertiginosa
trajetória de progresso interno e por projeção externa. “Em 10 anos, dezenas de
milhões de pessoas saíram da pobreza e entraram na classe média. Milhões de
brasileiros passaram a ter acesso a bens materiais e culturais, e cada vez
mais, passam a desfrutá-los, por meio de bens sucedidas políticas que se
tornaram referência no mundo.”
O ministro disse ainda que as políticas de governo favorecem uma América Latina pacífica e integrada, e parcerias com países emergentes como os integrantes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “Assumimos com gestos concretos nossa vocação de um país provedor de paz e capaz de contribuir para um mundo mais estável e solidário,” disse.
Para Amorim, o país atua no sentido de alterar a correlação de forças nos processos de negociações comerciais. Segundo ele, esse momento histórico impõe responsabilidades de grande magnitude e uma das principais delas é da defesa nacional. “O país não pode destacar a hipótese de seus interesses estratégicos sejam antagonizados”.
De acordo com o ministro, um país em desenvolvimento
como o Brasil, e com crescente projeção no mundo, tem que se fazer respeitar, e
isso implica em concentrar a adequada capacidade de dissuasão, que desencorajem
ações hostis à nossa soberania e aos nossos interesses.O ministro disse ainda que as políticas de governo favorecem uma América Latina pacífica e integrada, e parcerias com países emergentes como os integrantes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “Assumimos com gestos concretos nossa vocação de um país provedor de paz e capaz de contribuir para um mundo mais estável e solidário,” disse.
Para Amorim, o país atua no sentido de alterar a correlação de forças nos processos de negociações comerciais. Segundo ele, esse momento histórico impõe responsabilidades de grande magnitude e uma das principais delas é da defesa nacional. “O país não pode destacar a hipótese de seus interesses estratégicos sejam antagonizados”.
Ele
lembrou ainda que o país possui um imenso patrimônio de recursos naturais,
hídricos, energéticos, tecnológicos e de produção de alimentos. “E o
crescimento da demanda global por esses recursos nas próximas duas décadas nos
impõe prudência. Esses ativos naturais e tecnológicos serão cada vez mais
fundamentais para o nosso desenvolvimento”, destacou o ministro.
Outros
assuntos foram destaques da mensagem do ministro Amorim aos 50 estagiários do
CSUPE. Ele salientou os acordos de cooperação que estão sendo desenvolvidos nas
áreas de ensino, como a criação da Escola de Defesa Sul-Americana, da União das
Nações Sul-Americanas (Unasul); a realização do primeiro seminário da Zona de
Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas); as missões de paz do Brasil no
Haiti e no Líbano, além dos esforços do Conselho de Defesa Sul-Americano da
Unasul (CDS) para a construção de uma concepção de defesa comum e pluralista.
Os
estagiários que estão se formando esta semana são altos funcionários da
Administração Federal. Durante dois meses os alunos tiveram a oportunidade de
conhecer as políticas e as estratégias nacionais de defesa como os programas
nuclear e espacial brasileiro. Além de aulas teóricas, os estagiários visitaram
o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos
Campos (SP), e o 5º Pelotão Especial de Fronteira (PEF), em Maturacá (AM).
Indústria
de defesa
Amorim
disse que o governo compreende que defesa e desenvolvimento são objetivos
complementares. “O reforço em nossa indústria de defesa contribui para a
proteção do nosso modelo de desenvolvimento”.
O
ministro recordou as palavras da presidenta Dilma, por ocasião da inauguração
da unidade de fabricação de estruturas metálicas submarinas (UFEM), em Itaguaí
(RJ), “a indústria de defesa é acima de tudo, uma indústria de conhecimento”.
Ele
frisou que a reorganização da indústria nacional de defesa, com a
regulamentação recente do Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa
(Retid), estabelece mecanismos de fomento à Base Industrial de Defesa (BID). “É
um passo decisivo para assegurar a continuidade da capacidade produtiva da base
industrial de defesa”, concluiu.


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